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A política de confronto como método

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Por João Maria Medeiros no Blog do BG

Vivemos tempos estranhos e na política não está sendo diferente. Sem entrar em análises mais aprofundadas e usando o Rio Grande do Norte como exemplo, podemos ver que em 2018 o eleitor aposentou grande parte das representações políticas que estavam em atuação nas últimas décadas. Em nome de uma chamada “nova política” outros atores assumiram a ribalta e aos poucos foi se delineando o modus operandi desses novos protagonistas.

Os que chegaram apenas com a retórica do Novo rapidamente desbotaram suas tintas e na última consulta popular através do voto esse argumento não empolgou mais as massas.

Aprende-se que a política tem como objetivo a felicidade humana. Individual, através da ética e coletiva, através da política propriamente dita (Ah, esses gregos!) Então, o que diria Aristóteles sobre a atuação da política voltada exclusivamente para o confronto? Pois é isso que vemos cotidianamente, a nível nacional e também local.

O confronto como estratégia pode interessar a alguns, mas certamente não interessa ao Rio Grande do Norte. Num momento de extrema vulnerabilidade econômica, sanitária e política, com um presidente errático, o estado deveria poder contar com todas as suas forças unidas por aquele objetivo maior da política, lembram? O bem comum, a felicidade de todos. Mas parece que aqueles que ocuparam seus lugares à mesa do poder foram contaminados por estes tempos estranhos de que iniciamos falando.

Rogério Marinho e Fábio Faria são ministros do Governo Bolsonaro. (Foto: Reprodução)

Temos dois ministros potiguares. Por si isso já bastaria para que o cidadão norte-rio-grandense se sentisse mais confiante em relação ao futuro. Acreditando que essa “força política” em muito ajudaria o combalido elefante, deixando de lado diferenças políticas pessoais e/ou partidárias e assumissem o partido do RN. Mas parece que a performance bolsonarista não aceita a calmaria, o diálogo, o consenso e apenas a guerra é permitida.

Numa eleição, se meu adversário está frágil isso me faz parecer forte. Mas a disputa política tem seu calendário definido pelos órgãos competentes. O último encerrou faz poucas semanas. O momento agora seria de união, independente das cores partidárias e palanques eleitorais. Todos lutando pelo Rio Grande do Norte e as melhorias que tanto nós, povo potiguar precisamos e merecemos receber dos nossos representantes.

Mas, afinal, a quem interessa a paralisação e o naufrágio do Rio Grande do Norte? Por que a desqualificação, a falta de integração e união mesmo pelo nosso desenvolvimento não está na pauta prioritária? As velhas práticas de desgastar o gestor no cargo com fins meramente eleitoreiros deixando de lado quem realmente interessa não cabe mais. Daí volto a pergunta: a quem interessa a paralisação e o naufrágio do nosso estado? Certamente, não aos norte-rio-grandenses.

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