ECONOMIA
RN terá ao menos quatro obras até 2030 para ampliar rede de transmissão de energia
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4 meses atrásem
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Gazeta do Oeste
O Rio Grande do Norte receberá ao menos quatro intervenções para reforçar e ampliar sua rede básica de transmissão de energia elétrica, conforme a Quinta Emissão do Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica (POTEE), ciclo 2025, divulgada pelo Ministério de Minas e Energia (MME). A medida tem como objetivo viabilizar a conexão de novas cargas eletrointensivas na região Nordeste e atender à demanda crescente de projetos estratégicos.
Entre os empreendimentos previstos para o estado estão a Subestação Açu III 500/230 kV, a Subestação Angicos 500/230 kV e a Linha de Transmissão Angicos-Jaguaruana II C1. Além disso, o plano contempla a implantação da Subestação Pecém IV 500 kV, no Ceará, e mais de 1.800 km de novas linhas de transmissão em 500 kV, estruturas que vão interligar o Rio Grande do Norte ao Ceará e ao Piauí.
Essa malha de interconexão foi projetada para suportar o desenvolvimento de atividades que demandam grande volume de energia, como a produção de hidrogênio de baixa emissão de carbono e a instalação de centros de processamento de dados — segmentos considerados prioritários para a política energética e industrial do país.
Para Sérgio Azevedo, presidente da Comissão Técnica de Energias Renováveis da Fiern (Coere), o investimento representa um avanço para a segurança energética da região, mas requer atenção quanto aos resultados práticos. “Os reforços previstos para o RN são importantes, mas o grande desafio agora é garantir que essa expansão da infraestrutura venha acompanhada da atração de novos empreendimentos industriais e tecnológicos para o nosso estado”, afirmou.
“Não basta apenas ampliar a capacidade de transporte de energia ou criar as condições necessárias para grandes projetos que estão sendo estruturados em estados vizinhos. Precisamos transformar essa disponibilidade energética em empregos, renda, arrecadação e desenvolvimento para os potiguares”, completou.
Williman Oliveira, presidente da Associação Potiguar de Energias Renováveis (APER), avalia que o plano traz alívio para investidores e para o sistema elétrico, que enfrenta desequilíbrios por conta do volume de energia gerada. No entanto, alerta sobre o cronograma de execução. “Contudo, como quase tudo no país se desenvolve no longo prazo, preocupa o fato de que esses investimentos só serão concluídos a partir de 2030. Ainda assim, nunca é tarde: até lá, o país vai se desdobrando com o uso de sistemas de armazenamento em baterias na busca por esse equilíbrio”, disse.
Conforme o cronograma oficial, a Subestação Açu III deve entrar em operação comercial em janeiro de 2030. Já a Subestação Pecém IV, a Subestação Angicos e a Linha de Transmissão Angicos-Jaguaruana II C1 têm previsão de início de funcionamento em junho de 2032.
A reportagem procurou o MME para obter detalhes sobre o valor total dos investimentos e a data de início das obras, mas não recebeu retorno até o fechamento da matéria. Ao todo, essa edição do POTEE reúne 31 novos projetos em diferentes regiões do Brasil, todos recomendados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), com foco em garantir a estabilidade e a expansão do Sistema Interligado Nacional.
Créditos: Tribuna do Norte / Foto: Alex Régis
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