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SAÚDE

RN lança programa piloto de atenção psicossocial para dependência de jogos e apostas

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O Rio Grande do Norte integra, a partir desta terça‑feira (16), o projeto‑piloto da Rede Integrada de Cuidado e Referenciamento na Rede de Atenção Psicossocial para Pessoas com Necessidades Relacionadas aos Jogos e Apostas (Apost‑RAPS). A iniciativa é uma parceria do Estado, por meio da Secretaria de Saúde Pública, com o Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas (Desmad), do Ministério da Saúde, e foi lançada no auditório da Governadoria com a presença da governadora Fátima Bezerra.

O objetivo é ampliar e qualificar o atendimento a pessoas com risco ou diagnóstico de Transtorno do Jogo, combinando atendimento presencial com teleconsultoria especializada integrada à Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). O serviço conta com suporte técnico do Hospital Sírio‑Libanês, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi‑SUS), e funciona como porta de entrada digital via aplicativo Meu SUS Digital.

“A tecnologia nos ajuda a levar o cuidado em saúde mental ainda mais longe, fortalecendo o SUS e a atuação dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) nos municípios”, destacou a governadora. A secretária adjunta de Saúde, Leidiane Queiroz, reforçou que a ação marca um passo para a digitalização e conectividade da rede estadual.

No RN, o projeto‑piloto será implantado em 13 Caps, distribuídos por todas as regionais de saúde — essas unidades receberão capacitação e atuarão como referência para as demais. O fluxo começa no serviço mais próximo do usuário, que pode solicitar apoio especializado remoto à equipe do Sírio‑Libanês, mantendo acompanhamento contínuo na rede local.

Para o diretor do Desmad, Marcelo Kimati, a iniciativa alinha‑se à reforma nacional da política de saúde mental, ampliando a capilaridade do atendimento diante do crescimento das apostas. O tema ganhou destaque na saúde pública: a OMS classifica o jogo como determinante comercial de risco, associado a desigualdades e sofrimento psíquico. No Brasil, a regulamentação vigora desde janeiro de 2025.

A solenidade reuniu também representantes do Ministério da Saúde, Ministério Público, prefeitos e gestores municipais de saúde.

Foto: Reprodução

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