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ECONOMIA

“Pensar nas pequenas primeiro é pensar grande no Brasil”, destaca Roberto Serquiz em seminário nacional dedicado às MPEs

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Realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Sebrae, o evento reuniu empresários, especialistas e representantes dos setores público e privado, em Brasília, no dia 23 de setembro de 2026, para debater formas de ampliar a competitividade dos pequenos negócios.

O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), Roberto Serquiz, que também preside o Conselho Temático da Micro e Pequena Empresa da CNI (COMPEM), abriu a 10ª edição do seminário “Pense nas Pequenas Primeiro”. “Pensar nas pequenas primeiro não é pensar pequeno. É pensar grande no Brasil”, afirmou. O encontro reuniu lideranças empresariais, academia, governo e instituições para debater estratégias para os pequenos negócios industriais, com mesas sobre a Reforma Tributária, acesso ao crédito, competitividade, novos mercados e os entraves do Custo Brasil.

Serquiz ressaltou o peso econômico do segmento: “Somos 92% dos estabelecimentos empresariais do país, geramos 42% dos empregos e movimentamos R$ 9,7 bilhões por mês”. Defendeu ainda que priorizar as MPEs é diretriz constitucional: “Pensar primeiro nas pequenas é pensar na inclusão e na redução de desigualdades. Um pequeno negócio nunca é apenas uma empresa — por trás dele existe família, fornecedores, trabalhadores e uma comunidade inteira”.

Ele cobrou urgência na atualização das faixas de faturamento do MEI e do Simples Nacional, defasadas desde 2016: “É inadiável corrigir isso, senão desvirtua a política criada para reduzir a informalidade e estimular o empreendedorismo”. Também lembrou os obstáculos que vão do crédito a propostas como a redução de jornada sem avaliar o impacto sobre os pequenos. “A CNI e o COMPEM continuarão atuando junto ao Congresso e ao Executivo para transformar discussões em políticas públicas efetivas, em sintonia com a Constituição”, concluiu.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou a importância do encadeamento produtivo: “Não adianta focar só nas grandes. Temos que integrar as cadeias e internacionalizar a produção, e as micro e pequenas fazem parte disso”. O ministro do Empreendedorismo, Micro e Pequena Empresa, Paulo Henrique Pereira, reforçou: “O Estado precisa ser parceiro dos pequenos. As compras públicas movimentam R$ 1,5 trilhão por ano e podem acoplar mais a realidade dos nossos empreendedores”.

O diretor 1º secretário da FIERN e presidente do Sindicafé-RN, Heyder Dantas, também participou e defendeu ambiente mais simples, sem burocracia, com crédito e acesso a mercados. O evento contou ainda com a presença de Cassiano Pereira, presidente da FIEP e da Nordeste Forte, e debates técnicos sobre a Reforma Tributária, com a participação de Mário Sérgio Telles, Ângelo de Angelis e Clarissa Mendes.

Dados do Sebrae mostram que os pequenos negócios somam 24,6 milhões — 93% das empresas do país. Na indústria, são 92% dos estabelecimentos, respondendo por 42% dos empregos e R$ 9,7 bilhões em folha mensal. São o verdadeiro motor da economia.

Fonte: FIERN | Foto: Gilberto Sousa/CNI

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