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MOSSORÓ

Gestão Allyson Bezerra é alvo de inquérito do MP-RN por gastos de R$ 2,7 milhões em cachês do Sal & Luz

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O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) instaurou inquérito civil para apurar a aplicação de recursos públicos no evento Mossoró Sal & Luz, realizado durante a gestão do prefeito Allyson Bezerra (União Brasil). A portaria foi publicada nesta quarta-feira (10) e converte um procedimento preparatório aberto anteriormente para analisar os investimentos municipais na festividade religiosa.

Levantamento com dados do Portal da Transparência mostra que a prefeitura desembolsou mais de R$ 2,7 milhões apenas com cachês de artistas na edição de 2025. O evento, que antes durava dois dias, foi ampliado para cinco dias na gestão atual e reuniu atrações locais, regionais e nacionais na Estação das Artes.

Entre os maiores valores pagos estão R$ 230 mil para a cantora Maria Marçal; R$ 220 mil cada para Bruna Karla e Isadora Pompeo; R$ 210 mil para Cassiane; e R$ 200 mil para Thalles Roberto.

O inquérito, assinado pelo promotor Fábio de Weimar Thé, não aponta irregularidades nem responsabiliza agentes públicos no momento. Seu objetivo é aprofundar a análise de documentos e informações encaminhados pela administração municipal.

Gastos com eventos em 2025

Dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) indicam que Mossoró registrou R$ 25,7 milhões em despesas com festividades ao longo de 2025. Por meio do Painel Festejos, a corte identificou 102 contratos relacionados à realização de eventos no período.

Contratações para 2026 já ultrapassam R$ 1,5 milhão

Mesmo com a investigação em andamento, a prefeitura já iniciou a organização da edição de 2026. Extratos da Secretaria Municipal de Cultura mostram que os cachês contratados já somam mais de R$ 1,5 milhão. Destacam-se as contratações de Aline Barros e da Banda Morada, por R$ 280 mil cada; Thalles Roberto e Julliany Souza, por R$ 250 mil cada; Som & Louvor, por R$ 220 mil; Crianças Diante do Trono, por R$ 150 mil; e Cícero Oliveira, por R$ 80 mil.

O MPRN segue analisando a documentação mais recente para definir os próximos passos da apuração.

Foto: Secom/PMM

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