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ALERTA

Intoxicação por ciguatera dispara 60% no RN; toxina não altera cheiro nem sabor do peixe

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Os casos de intoxicação pela ciguatera cresceram 60,2% no Rio Grande do Norte. Em apenas seis meses de 2026, o estado registrou 141 confirmações da doença — número superior aos 88 contabilizados durante todo o ano de 2025, conforme dados da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). O alerta foi divulgado pela Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica (Suvige).

A principal dificuldade para evitar os casos é que a ciguatoxina não é eliminada por nenhum processo de preparo: nem pelo cozimento, nem pelo congelamento ou salga do alimento. Além disso, ela não altera a cor, o cheiro nem o sabor do peixe, o que torna impossível identificar o alimento contaminado antes do consumo.

Desde 2022, o Rio Grande do Norte notificou 259 casos da doença, distribuídos em 46 surtos, com dois óbitos. Desse total, 113 foram confirmados, 89 seguem em investigação, sete foram classificados como isolados e 13 descartados.

Sintomas

Os sinais da intoxicação podem surgir poucos minutos após a ingestão ou até 48 horas depois. Os mais comuns são dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia, coceira intensa, dormência, formigamento, dores no corpo, tontura, fraqueza e fadiga. Um sintoma característico é a chamada inversão térmica: a sensação de que o frio parece quente e o quente parece frio. Em quadros graves, pode haver queda da pressão arterial e redução dos batimentos cardíacos.

Espécies de risco

Conforme o monitoramento da Sesap, os casos estão mais frequentemente associados ao consumo de bicuda, arabaiana, dourado, cioba, pescada-branca e galo-do-alto.

Foto: Reprodução

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