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Por
Gazeta do Oeste
Propostas de elevação de taxas de importação em análise pelo governo dos Estados Unidos podem impactar diretamente 54,1% de tudo o que o Brasil vende para o mercado norte-americano, segundo estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A medida, se aprovada, deve encarecer produtos, reduzir a competitividade e gerar perdas para empresas dos dois países.
Os cálculos mostram que 35,2% das exportações brasileiras serão afetadas de forma direta, com aumento expressivo da carga tributária. Em alguns casos, a tarifa total poderá saltar dos atuais 10% para até 37,5%.
Entre os itens que devem sofrer o maior reajuste estão ferro gusa, açúcar, álcool etílico, sebo não comestível e molduras de madeira. Outros produtos, como minério de ferro em pelotas, quartzito, óleos essenciais de laranja e silício, poderão passar a pagar alíquota de 12,5%.
As medidas fazem parte de investigações comerciais abertas pelos Estados Unidos, que citam questões de práticas comerciais e combate ao trabalho forçado como justificativas. Até o momento, não há decisão final. O governo norte-americano deve realizar audiências públicas nos dias 6 e 7 de julho antes de definir o novo regime de taxação.
Para a CNI, o aumento das tarifas representa um risco real para a balança comercial brasileira. “Essa elevação vai encarecer os produtos brasileiros no mercado americano, reduzir nossa competitividade e prejudicar não só os exportadores, mas também os consumidores e empresas dos Estados Unidos, que contam com esses insumos e mercadorias”, avalia a entidade.
A expectativa é que, se confirmadas, as novas regras forcem o setor produtivo a buscar mercados alternativos e intensificar estratégias de diversificação de destinos, além de investir em maior valor agregado aos produtos para compensar o aumento de custos.
Fonte: CNI | Foto: Reprodução
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