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ECONOMIA

Com 8 projetos no Ibama, RN é o 3º estado mais atrativo para eólica offshore

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Mesmo com redução no número de iniciativas em análise, o Rio Grande do Norte mantém a terceira posição no ranking nacional de potencial para geração de energia eólica offshore. Conforme dados mais recentes do Ibama, referentes a processos até 27 de fevereiro de 2026, o Estado conta com oito empreendimentos em tramitação, que somam uma potência pretendida de 12,768 gigawatts (GW).

O total caiu de 14 para 8 projetos, recuo de 42,8%. Segundo o instituto, a diminuição não se deve a aprovações ou reprovações, mas ao arquivamento de processos que permaneceram sem movimentação por mais de dois anos, sem justificativa formal dos interessados — os responsáveis foram previamente oficiados para confirmar o interesse em prosseguir. A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec-RN) avalia que parte das propostas foi reavaliada por questões de maturidade e que a redução não significa perda de potencial.

A reorganização coincide com a publicação, em 28 de julho, da metodologia elaborada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) a pedido do Ministério de Minas e Energia. O documento define critérios para selecionar as áreas marítimas chamadas de “prismas”, que poderão ser ofertadas após a regulamentação da Lei nº 15.097/2025, o marco legal das eólicas offshore.

No cenário nacional, o número de projetos caiu de 105, registrados em dezembro de 2025, para 59 atualmente, com potência total de cerca de 134,25 GW. O Rio Grande do Sul lidera com 17 iniciativas, seguido pelo Ceará, com 16. O Atlas Eólico e Solar do RN estima o potencial técnico das áreas aptas do Estado em 54,5 GW.

A Sedec-RN acompanha as discussões federais, elabora estudos para atrair investidores e desenvolve projetos como o Porto-Indústria Verde. A expectativa é que a regulamentação traga segurança jurídica, consolide a cadeia produtiva e gere milhares de empregos qualificados. Os oito projetos que seguem em análise são: Pedra Grande (RN-01), Maral (RN-02), Ventos Potiguar (RN-04), Beta (RN-05), Sítio de Testes Senai (RN-10), Costa Branca I (RN-11), Costa Branca II (RN-12) e Ginga (RN-13). O Ibama alerta ainda que não garante que as áreas atuais correspondam às que serão efetivamente ofertadas na nova regra.

Destaque também para o projeto mais avançado do país: o Senai-RN recebeu em junho de 2025 a primeira Licença Prévia do Ibama para eólica offshore no Brasil. A planta-piloto será instalada no mar de Areia Branca, voltada para pesquisa e inovação, sem objetivo de produção comercial. Ainda está na fase de elaboração de projetos e estudos, com previsão de cerca de três anos até a implantação.

Com informações da Tribuna do Norte

Foto: Ana Silva/Arquivo TN

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