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ECONOMIA

PIB potiguar cresce mais que a média regional e nacional nos últimos quatro anos

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O Rio Grande do Norte registrou um desempenho econômico superior ao da região Nordeste e ao do Brasil como um todo no acumulado dos últimos quatro anos. É o que mostra levantamento do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste, elaborado com base em dados do IBGE e do Banco Central.

Entre 2022 e 2025, a economia potiguar expandiu 29,15% — índice maior do que a média de 26,9% da região e de 26,3% do país no mesmo período. Esse avanço foi puxado principalmente por dois grandes setores: a agropecuária moderna e a fruticultura irrigada, que seguem ampliando produção e exportações, e a energia renovável, com destaque para a geração eólica e solar, que atraem investimentos e geram renda. Somam-se ainda o comércio e serviços, que se recuperaram com a queda do desemprego e o aumento da renda, além de obras de infraestrutura como a Ferrovia Transnordestina, que facilitam o escoamento da produção.

Somente em 2025, o PIB do estado fechou em R$ 121 bilhões, com alta de 8,96% em comparação com o ano anterior. Para 2026, a projeção é de que o valor chegue a R$ 129 bilhões, devendo alcançar R$ 138 bilhões em 2027.

Em âmbito regional, o PIB do Nordeste atingiu R$ 1,76 trilhão em 2025, crescendo 8% na comparação anual. O avanço da região também tem como motores a agropecuária competitiva, a energia limpa, o turismo e a indústria de transformação, todos beneficiados por mais crédito e investimentos. A estimativa é que o total suba para R$ 1,88 trilhão neste ano e ultrapasse R$ 2 trilhões em 2027. Já o Brasil registrou PIB de R$ 12,6 trilhões em 2025, com alta de 8,1%, e deve chegar a R$ 13,6 trilhões em 2026 e mais de R$ 14,5 trilhões em 2027.

Para o economista-chefe do Banco do Nordeste, Rogério Sobreira, o resultado reflete a combinação de mais investimentos e melhora nos indicadores sociais. “A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,6% em 2025, o menor nível da série histórica. No Nordeste, passou de 9,1% para 7,9%. O rendimento médio real da região também cresceu mais: 5,3%, contra 4,1% da média nacional”, explicou.

Ele também destacou o aporte de recursos como fator determinante. “Em 2025, aplicamos R$ 68 bilhões em toda a área de atuação do banco — um aumento de quase 50% em relação a 2022, quando foram R$ 46 bilhões. Esses valores são direcionados justamente para fortalecer esses setores produtivos, estruturar a infraestrutura e criar condições para manter o ritmo de expansão”, completou.

Foto: Fernando Cavalcante/Reprodução

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