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ECONOMIA

RN bate recorde histórico na abertura de empresas em 2026

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O Rio Grande do Norte registrou um marco histórico na criação de novos negócios neste ano. Entre janeiro e outubro de 2026, foram abertas 52.041 empresas, o maior número para esse período desde 2011, conforme dados do Data Sebrae. O crescimento é de 9,26% em relação ao mesmo intervalo de 2025, quando foram contabilizadas 47.632 novas empresas.

A grande maioria dos novos negócios — 96% — corresponde a micro e pequenas empresas (MPEs), incluindo microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte. Somente entre janeiro e outubro deste ano, foram abertas 50.418 MPEs no estado. Os setores de serviços e comércio são os que mais crescem, somando juntos 44.551 novos registros, ou seja, 85,6% do total. A indústria aparece em seguida, com 3.825 aberturas.

O economista Helder Cavalcanti alerta, no entanto, que a concentração em comércio e serviços traz oportunidades, mas também riscos. “São atividades que, em muitos casos, permitem começar com menos capital, mas expõem os negócios à concorrência acirrada. Quando o consumidor reduz gastos, a dificuldade se espalha entre lojas, salões e restaurantes”, observa. Ele defende a diversificação da economia estadual, conectando os pequenos negócios a cadeias de maior valor agregado.

Os pequenos negócios continuam sendo os maiores geradores de emprego e renda no Rio Grande do Norte. Eles respondem por 54% dos vínculos formais de trabalho no estado e geram 36,6% do PIB potiguar. Somente entre janeiro e setembro de 2026, as MPEs criaram 7.533 novas vagas com carteira assinada.

Apesar dos desafios econômicos, as perspectivas para o final do ano são positivas. O RN deve registrar crescimento de 1,5% no PIB em 2026, com uma das menores taxas de desemprego e de endividamento de famílias da região Nordeste. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio também coloca o empresariado potiguar como o segundo mais otimista da região.

O número de encerramentos de empresas também chama atenção: foram 29.417 baixas registradas no período. Mas não significa necessariamente falência. Conforme explica Helder Cavalcanti, esse dado inclui negócios de anos anteriores, encerramentos voluntários e regularizações. Para cada cem aberturas, ocorreram aproximadamente 59 baixas — um índice que exige atenção, mas faz parte da dinâmica natural de criação e renovação de negócios.

Fonte: Redação Tribuna do Norte / Data Sebrae
📷 Foto: Alex Régis

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