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ECONOMIA

Índice de confiança do setor de renováveis no RN cai ao menor nível desde 2022

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O índice de confiança dos empresários do setor de energias renováveis do Rio Grande do Norte registrou 46,0 pontos neste mês, o menor nível desde o início da série histórica, em junho de 2022. O resultado representa queda de 9,9 pontos em relação à última medição, de novembro de 2025, quando somava 52,5 pontos. Os dados são da Comissão Temática de Energias Renováveis da Federação das Indústrias do RN.

Em setembro de 2022, o indicador alcançou seu melhor desempenho, com 87,9 pontos. Sérgio Azevedo, presidente da Coere, classificou o resultado como preocupante. Mais do que uma oscilação, a queda demonstra perda efetiva de confiança dos agentes do setor, afirmou.

O principal fator apontado foi o corte de geração determinado pelo Operador Nacional do Sistema. Entre janeiro e 20 de julho deste ano, a perda de energia no RN chegou a 23,2%, acima da média nacional de 19,1%. O Estado possui uma das maiores capacidades de geração renovável do país, mas convive com cortes expressivos e com energia que deixa de ser aproveitada.

A retração de investimentos e a suspensão anunciada de R$ 38,8 bilhões em projetos no Nordeste também pesaram sobre o indicador. No RN, já se observa redução de novos projetos, especialmente na geração solar. A insegurança regulatória, a morosidade nos licenciamentos e a perda de competitividade frente a outros estados completam o quadro de preocupação.

O presidente da Associação Potiguar de Energias Renováveis, Williman Oliveira, defendeu mobilização conjunta para agilizar soluções. Já Darlan Santos, presidente do Cerne, avalia que medidas em curso, como o leilão de compensadores síncronos e a proposta de compensação por perdas, trarão efeitos apenas no médio prazo, sendo necessária ação conjunta com toda a região Nordeste.

Sérgio Azevedo alertou ainda que a liderança histórica do RN em energia renovável não garante investimentos futuros. Se outros estados oferecerem segurança jurídica, agilidade e melhores condições, o capital migra. A falta de regulamentação específica para atração de data centers e restrições ao armazenamento por baterias também colocam o Estado em desvantagem.

Em nota, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico afirmou atuar de forma firme na ampliação da rede de transmissão e no acompanhamento de estudos regionais visando aumentar a capacidade de escoamento da energia gerada.

Foto: Alex Régis / Tribuna do Norte

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